A Triste Noite do UFC140

Por Matheus Aquino de fonte do Blog dos irmãos Nogueiras – http://www.nogueirabrothers.com.br/wp-nb/?p=733

O dia 10 de dezembro começou muito bem para os brasileiros no UFC, com uma vitória de Rogério Minotouro por nocaute técnico sobre Tito Ortiz no primeiro round. Pelas informações que eu tinha dos treinos de Rodrigo, tudo indicava que a noite ia ser uma dobradinha dos irmãos, apesar de Mir ser favorito. Com 3 minutos de luta, parecia ser esse o caminho mesmo. Após balançar Mir e fazê-lo ir ao chão com socos, Rodrigo optou por buscar uma finalização, mas acabou sendo ele o finalizado, inclusive tendo o úmero quebrado.

Das mais de dez pessoas assistindo junto comigo o evento, nenhuma conseguia acreditar no que tinha acontecido. A luta estava praticamente ganha, Minotauro no caminho para calar de vez seus críticos e segundos depois tivemos que aturar Frank Mir se gabando de ser o primeiro a nocauteá-lo e finalizá-lo.

O maior nome brasileiro na história do MMA junto com Wanderlei Silva, Minotauro se apresentou brilhantemente até que um detalhe lhe custou a luta.

Alguns podem chamar isso da beleza do MMA, a imprevisibilidade com que as coisas acontecem e nunca haver nada garantido. Outros, como eu naquela noite, apontam como a injustiça do esporte.

Por vezes celebrei essa imprevisibilidade e por vezes a lamentei. Não é questão de torcer por um lutador ou de não gostar do outro, mas quando você passa a conhecer lutadores e vê que são tão normais quanto você, começa a olhar os combates de forma diferente. Você sabe que ele tem uma história por trás, uma família, treinadores, e diversos outros fatores que o fizeram chegar até ali.

Rodrigo Minotauro vinha de diversas cirurgias. Apesar de sua vitória sobre Brendan Schaub, alguns ainda encontravam diversos motivos para criticá-lo e pediam por sua aposentadoria “enquanto está por cima”. Ele batalhou muito, sofreu muito e passou por um duro treinamento para enfrentar o primeiro homem a pará-lo.

Frank Mir é um atleta que tem uma grande história de superação também, aparentemente uma ótima família e pessoas que se importam com seu sucesso.

Se a luta tivesse sido competitiva até o americano vencer, ou se ele dominasse a luta até a vitória, não estaria aqui escrevendo isso. Mas quando você dá seu melhor, faz tudo que os outros achariam improvável, e um pequeno detalhe lhe custa todo o seu sucesso, não há como não amaldiçoar essa imprevisibilidade do esporte.

Para completar, Lyoto Machida se apresentou muito bem contra Jon Jones e acabou finalizado no segundo round. Como escrevi anteriormente, apostava numa vitória de Lyoto e o primeiro round mostrou a razão. Mas após o intervalo Jones adaptou seu jogo, conseguiu acertar golpes que balançaram Lyoto (um antes da queda que levou à cotovelada e abriu o corte e outro antes da guilhotina) e conquistou a vitória. Aqui não há o que falar em injustiça, a não ser ter que aguentar a arrogância de Jones por muito mais tempo. Mas tratava-se de uma luta competitiva, onde os dois estavam sempre dentro do combate. Não foi uma coisa do acaso.

O ocorrido não tira o brilho dos lutadores, apesar de deixar um gosto bastante amargo na boca. Eles irão se recuperar e dar a volta por cima como já fizeram outras vezes. Quando isso acontecer espero que possamos ver Rodrigo contra Mir e Lyoto contra Jones novamente, mas com resultados diferentes.

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